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Emagrecimento rápido pode afetar a saúde da vesícula: especialista alerta para riscos

Publicado em 02 de março de 2026

Além da perda de peso acelerada, outros aspectos contribuem para a condição como idade avançada e histórico familiar

A adesão crescente de métodos e procedimentos para emagrecimento rápido apresentam resultados expressivos em termo de redução de peso, mas também acendem um alerta: propensão à colelitíase (formação de cálculos biliares) e outras complicações hepatobiliares. Em parceria com a Biolab Farmacêutica, o Dr. Luiz Turatti, especialista no assunto, explica que este é um risco real, mas muitas vezes negligenciado.

“Estudos indicam que até 15% dos pacientes submetidos à bariátrica precisarão, posteriormente, de cirurgia para remoção da vesícula.”, alerta o especialista, que é doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e diretor do Departamento de Diabetes Tipo 2 e Pré-Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

A perda de peso acelerada, quando há uma redução superior a 1,5 kg por semana ou mais de 24% do peso corporal inicial, pode aumentar significativamente o risco de complicações. Além disso, fatores como pessoas do sexo feminino, idade avançada, obesidade preexistente, presença de dislipidemia e histórico familiar de cálculos biliares também contribuem para elevar as chances do surgimento da condição. “Os pacientes precisam ser alertados de que emagrecer rápido não está isento de riscos para a saúde. É fundamental que a equipe médica faça avaliação individualizada e considere estratégias preventivas”, reforça o Dr. Turatti.

A Biolab lançou recentemente o ácido ursodesoxicólico (AUDC)[i] e o mesmo demonstra eficácia em pacientes que sofrem de transtorno biliar com redução significativa na incidência de cálculos biliares e na necessidade de cirurgias de urgência. “O ácido ursodesoxicólico contribui para a diminuição da saturação da bile com colesterol, reduzindo a formação de cálculos. É um recurso eficaz, seguro e que pode evitar complicações graves. No entanto, ainda é preciso de diretrizes claras para orientar médicos e pacientes”, detalha o especialista.

Segundo ele, sem protocolos preventivos, há risco de aumento expressivo de complicações em pessoas que buscam saúde, mas podem acabar enfrentando cirurgias não planejadas. “O que preocupa é que há muitos pacientes sem acompanhamento e informação adequada. O conhecimento é nossa maior ferramenta para evitar problemas sérios”, reforça o Dr. Luiz Turatti.

Um exemplo do que vem sendo discutido é que em 2022, a Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade e Transtornos Metabólicos (IFSO), em parceria com a Sociedade Americana de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (ASMBS), publicou diretrizes [ii]que, além de ampliar os critérios para a realização da cirurgia bariátrica, também reforçam a importância da prevenção de problemas na vesícula após o procedimento.

Entre as recomendações, está o uso do ácido ursodesoxicólico (AUDC) por via oral, em doses de 500 a 600 mg ao dia, de forma contínua, por estar associado à redução significativa do risco de formação de cálculos biliares.

“É fundamental identificar quem tem maior risco, acompanhar de perto esses pacientes e estudar formas seguras de prevenção, garantindo mais segurança e saúde durante o processo de emagrecimento”, assinala o Dr. Turatti.

[i] https://cdn.biolabfarma.com.br/imagens/7896112409342-Bula.Pdf. Acesso em 28/10/2025.

[ii] Marchesini JC, Berti LV, Kaiser RJ. Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Diretrizes sobre a colelitíase associada à cirurgia bariátrica. 2018. Disponível em: https://d1xe7tfg0uwul9.cloudfront.net/sbcbm.org.br/wp-content/uploads/2018/09/LIZD_0053_Guideline.pdf. Acesso em: 28 out 2025.

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